Riquezas arqueológicas pelo Brasil


São considerados sítios arqueológicos os locais onde se encontram vestígios positivos de ocupação humana, cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, "estações" e "cerâmicos”, as grutas, lapas e abrigos sob rocha. além das inscrições rupestres ou locais com sulcos de polimento, os sambaquis e outros vestígios de atividade humana.

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Patrimônio Arqueológico Brasileiro

Região Sudeste

No Sudeste, com 3.347 cadastros, está o registro da descoberta do mais antigo fóssil humano das Américas: o crânio de “Luzia” – como foi batizado – encontrado em 1975, em Minas Gerais. O Estado possui, ainda, milhares de sítios pré-coloniais, entre grutas, cavernas e áreas remanescentes de povos indígenas. Em São Paulo, destaca-se o sítio arqueológico situado nas ruínas do Engenho de São Jorge dos Erasmos, do século XVI, em Santos, litoral paulista, que comprova a existência da etnia Tupinambá na região. O Rio de Janeiro possui, entre seus sítios arqueológico, o Sambaqui de Camboinhas, em Niterói, com mais de sete mil anos. No Espírito Santo, os sítios arqueológicos são marcados por vestígios de ocupação indígena.

 

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Região Norte

O Norte do Brasil tem um total de 4.000 sítios arqueológicos cadastrados. Rico em gravuras, pinturas rupestres e petroglifos (inscrições lapidadas em pedra), a região possui, por exemplo, sítios líticos a céu aberto em Tocantins, o monumental sítio megalítico de Calçoene, no Amapá, e sítios com extensas estruturas geométricas no Acre, considerados raros no mundo. 

 

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Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste estão 2.741 sítios arqueológicos, dentre eles alguns que indicam a presença humana há 25 mil anos na região. Os sítios de Goiás se destacam pelas grutas com pinturas e gravuras, como as de Serranópolis, e os sítios de grandes aldeias, de acampamentos, de cemitérios e oficinas líticas que comprovam a presença indígena no território. Em Mato Grosso está o segundo sítio mais antigo do Brasil, o Sítio Arqueológico Santa Elina, na Serra das Araras, no município de Jangada. Lá as pesquisas comprovaram a presença humana há 25 mil anos, e foi encontrada a ossada de uma preguiça gigante, extinta há 10 mil anos.

Os registros pré-históricos mais antigos do País estão entre os cadastrados em Mato Grosso do Sul, e indicam a presença de grupos ceramistas e horticultores. O estado abriga ainda o Geopark Bodoquena-Pantanal, criado pelo Decreto Estadual n° 12.897, de 22 de dezembro de 2009 e aguarda reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Distrito Federal tem sítios arqueológicos que apresentam diversidade de sítios líticos (locais utilizados pelo homem para a fabricação de objetos em pedra), cerâmicos, de arte rupestre, cemitérios e do período colonial. 

 

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Região Nordeste

Com um total de 4.767 sítios cadastrados, no Nordeste estão localizados seis dos 17 bens arqueológicos tombados pelo Iphan, sendo dois no Maranhão, e um em Alagoas, Ceará, Paraíba e Piauí. Entre os sítios está o Geopark do Araripe, no Ceará, que integra a Rede Mundial de Geoparks – estabelecida pela Unesco em 2004 – único reconhecido na América do Sul.  

Em Alagoas, os sítios na Serra da Barriga – tombada pelo Iphan em 1986 – estão relacioados à presença de Quilombo dos Palmares e representam importante potencial para as pesquisas de arqueologia histórica. Um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil e tombado pelo Iphan está na Paraíba, a Pedra do Ingá. Em São Luis, capital do Maranhão, estão dois bens tombados pelo Iphan: o Sambaqui do Pindaí e o Sítio Santo Antônio das Alegrias. 

 

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Região Sul

No Sul, entre os sítios arqueológicos registrados está o Sítio de São Miguel Arcanjo (RS), onde foram encontrados vestígios do aproveitamento hídrico durante o período colonial, na região, resultando na implantação de um parque urbano pela prefeitura da cidade. Com um dos maiores sambaquis do mundo, Santa Catarina, reúne em Jaguaruna e Laguna -  além da Ilha do Campeche (Florianópolis) tombada pelo Iphan em 2001 -, colinas resultantes da acumulação de conchas, cascas de ostras e outros restos de cozinha dos habitantes pré-históricos do Brasil. O Paraná possui sítios líticos de caçadores e coletores que datam de oito mil anos. 

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